24.6.17

Declaração de Guerra à Artista Palmier


Artista Palmier,

Serve a presente missiva, teclada em QWERTY debruado a branco sobre pvc azul petróleo, para convocar V. Ex.ª à peleja mais silenciosa de que haverá memória, durante todos os séculos que hão-de vir, neste mundo virtual: a Guerra da Invídia. Enquanto a Capitã do Purpurinas não terminar a época da apanha dos reumáticos, sem braços que se encarreguem dos sabres e dos canhões, teremos de nos gladiar com o mais comum dos sentimentos, mas o mais nobre entre as gentes que são maiores (não sendo baixa, já calcei as botas de salto, que tu parece que levaste adubo no berço).

Inicio eu, que tive a ideia (absolutamente original) de te atingir com o ferrão do ódio pelo possuidor e investi num fotógrafo profissional e no aluguer de um estúdio próprio para a captação de imagens tão belas e tão raras. 

Primeiro disparo (e único, suspeito), Artista Palmier: A Fartura de Violeta -- A ORQUÍDEA MAIS BELA DA BLOGOSFERA.


de frente


de costas


já faleces nesse chão de mosaicos brancos, aposto, tal foi a pontaria do disparo.


4 comentários:

  1. eu, sim, mordo-me de inveja que cá em casa não há orquídea que sobreviva...ai...

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    1. isto só visto, senhores! então estou eu a lamentar-me da falta de comentários e está vossa mercê a ofertar me o seu?... que maravilha de timing, como dizem os estrangeiros e o pessoal das empresas a sério.


      pois se a senhorita se morde de inveja, só pode significar que está de alma nesta guerra. agora é só escolher a sua equipa (não se engane) e toca de botar defeitos nas orquídeas das outras (tipo as da Artista preguiçosa)

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  2. isto, esta miséria de caixa de comentário onde ninguém toca, nem com a ponta da bengala, é o que dá declarar guerras às 10 da manhã a essas tais que nunca partiram um prato -- e o único palavrão que lhes sujou a boca foi sem maldade aos quatro 'aninhos' (tu querias! aposto que tinhas uns catorze, adolescente rebelde e imprópria no linguajar).

    a próxima guerra, está visto, tem de ser declarada a quem, como eu, madruga e cumpre exemplarmente os seus deveres de blogger-convocada.

    ah, a inveja, como te dói, não é?...

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  3. fontes impronunciáveis, qual Sebastião Pereira bloguista, avançam-me de que a Artista, informada da declaração de guerra pelo toque de corneta da concierge, obrigou a mesma a deslocar-se na viatura própria, mas em excesso de velocidade, ao horto do campo grande, onde habilmente vai trocando os pobres cadáveres orquídeos por virgens e sumptuosas beldades.

    nada a apontar, nada a temer, na guerra, não se limpam armas, tão-pouco se espera honradez ao inimigo, não estamos agora num romance de Eça. ou se calhar estamos, se assim for, sejamos Machado & Godofredo.

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