13.6.17

já mais tarde, juntos na cama, deitados os dois, olhámo-nos com calma. tactei-lhe a capa rija em busca de algum relevo e toquei-lhe nas primeiras páginas devagar. suspeitava da nota inútil, mas não esperava que herberto ficasse connosco tantas linhas. foi com ele que dormi nessa noite.

4 comentários:

  1. flor...flor...dormes com os mesmos tipos que eu durmo ás vezes. só as minhas rosas do deserto não dão flor, e todas as orquídeas morrem cá em casa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :)))

      e ainda assim, colhes poesia dos ramos das árvores.

      Em cada mulher existe uma morte silenciosa.
      E enquanto o dorso imagina, sob os dedos,
      os bordões da melodia,
      a morte sobe pelos dedos, navega o sangue,
      desfaz-se em embriaguez dentro do coração faminto.


      hh

      Eliminar
  2. Esse agora dorme contigo é? Traidor, rapioqueiro...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. como assim, "agora"?! faz tempo, Capitã...


      Eliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.